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domingo, 11 de setembro de 2011

FOTOGRAFIA


Traduzir-se num verso

Falar do tempo.

Do vento leve que acarinha.



Sorrir sozinho

Lembrando do próprio rosto,

Quando num instante

Sob o pacto secreto existente entre nós,

Teu olhar gentil me embaraça.

Me paralisa.

Ofusca as luzes do mundo

Ao redor de nós, e eu o capturo.



Como uma câmera com vida própria,

Independente,

Irresistivelmente convocada a admirar.

Amando em silêncio teus olhos,

Teu rosto, teu corpo.

Meus desejos.

Nosso segredo.

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