Aqui é mais um lar das letras como tantos outros...Mesmo assim é meu lugar prefiro no mundo. Aqui é a alma que fala.
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sábado, 26 de novembro de 2011
Pensamentos#
Corei meus olhos quando te olhei naquele dia. Ganhei na loteria mesmo sem ter jogado. Atingi aquele alvo tão sonhado. Até mesmo sem te ver, como quis te ganhar. Meus poros inalaram tua energia atraente demais. Eu te respirei. Me enxerguei em ti assim que te avistei. As noites nunca foram tão claras, meus sonhos nunca foram tão sólidos. Eu pisava em nuvens e a maciez delas, assustava-me. Foi você a invasão bem-vinda. Meus sinais de fogo cegaram tuas janelas carnais. E eu que sempre rondava uma presença invisível, me abasteci de amores ao te ouvir.
Pensamentos#
Tem dias em que cada agulha dói uma dor diferente. Assim como a farpa que faz chorar o dedo. Assim como a faca que faz rasgar a carne. Palavras envenadas atingem desgovergadas a porta dos sentimentos e plantam satisfeitas, suas filhas aleijadas. Tem dias que o mais duro cubo de gelo esmaece fácil como chuva fina assassina de pensamentos sonoros com gosto de ferro queimado na boca. Tem dias...*
Pensamentos#
Uma cortina de chuvisco inclinava-se secretamente sobre minhas vistas machucadas por uma poeira antiga, ensangüêntando de desejo imediato meu pulante músculo do peito. Trovejei espinhos, arranquei promessas ainda ardentes...Mas de repente tomar banho de chuva foi minha salvação! Toca ritmicamente, em minha pele latejante, tua alegria desperta! É, aconteceu. Foi tão fácil te amar...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pensamentos#
E o coração cambaleando, bêbado, segue seu destino. Passos incertos, destino torto, a vil pedra no caminho. O álcool, alimento líqüido dos desolados, espalha-se com folga no fundo falso de uma mente ofuscada pelo luz ressonante do amor. A paixão agora ministra um peito em desuso, cheio de um antigo mofo. Limpando a retina sentimental. O melhor da vida é sublime entrega ao permitir-se planar cego e armado somente com as asas da loucura amorosa.
A Chegada da Primavera
Vi de longe um vulto passar por mim, toquei suas raízes longas demais, ao alcance dos meus dedos. Fui saboreando risadas, palavras soltas, encanto colorido. O preto e branco finalmente derretiam na frente dos meus olhos enquanto minhas pálpebras assustavam-se de repente e a todo momento. Nosso gentil encontro. Apenas nos reconhecendo. Já nos conhecíamos. Certamente. “De outros carnavais com outras fantasias”. Como o caminho que os riachos fazem na qual a água que flui, desliza sorrateira. Então dei-me conta do que via: seria aquele antigo mundo-sonho? A utopia viva? A felicidade encarnada?...A interrogada questão ainda rasteja persistente sobre o chão vermelho da minha casa.
Perdi o Que Nunca Ganhei
Eu perdi teus cabelos de fios agitados, tão vermelhos quanto o calor desértico em que sucumbi.
Eu perdi tuas algemas confortáveis.
Feitas sob medida pra mim.
Perdi tua pele clara, pura alma de uma artista que jamais vi.
Eu perdi teus olhos mornos, me sequestravam pra uma vida.
Uma vida longe daqui.
Foi tão raro. Um desses instântes caros, que não se pode resistir.
Tuas luzes brilhando longe, como uma estrela que me sorri.
Os becos escuros até você são convites atrasados, caminhos em círculos. Não compreendi.
Me diz um jeito, uma fórmula. Uma poção mágica ou qualquer coisa assim, pra que eu possa retornar ao sonho e acordar dessa realidade estranha em que te perdi.
domingo, 2 de outubro de 2011
SONHOS NO VARAL
Pendurei meus sonhos no varal.
Eles quase não cabiam no varal inteiro.
Eram muito grandes.
Pendurei-os lá, pois, eram sonhos molhados precisando de vento forte e brisa leve para secar.
Pendurei os sonhos todos.
Cada um por si.
Sonho por sonho.
Agora eram sonhos que descansavam, porque muito pesavam.
Eram sonhos fartos. Antigos. De amor. De alegria.
Autênticos sonhos eles eram.
Durante toda uma vida. Em cada inverno e verão seu.
Ou dentro do sorriso dela.
Ou na confiança dos olhos dele.
Eu colhia esses sonhos e pendurava.
Nada mais eu fazia além de produzir meus sonhos e colher sonhos alheios.
Depois pendurar tudo.
Naquele dia. Um dia qualquer.
Enquanto eu trabalhava sob o sol da vida, percebi meus velhos e saudosos sonhos.
Observei que deles ainda pingava água.
Na verdade, sonhos encharcados jaziam inertes no varal-cemitério que criei no quintal do coração.
Nesse momento lembrei-me do sol e da neblina.
Porque enquanto de dia o sol secava a água pueril que escorria dos meus sonhos, a neblina noturna que morava na noite, voltava a devolver-lhes a mesma água.
Não espere que seus sonhos se tornem adultos ou amadureçam ou sequem no varal de sua vida.
Não os deixe mofar encharcados, retire-os sempre.
Use com paixão seus sonhos.
IZABEL ANDRADE
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O DESVIO
Ai que saudade dos amores que nunca amei.
Daqueles amores que não devolvi o olhar.
Ensaio na mente o desenrolar
De um encontro ou um final feliz banal...
Numa frase de efeito perfeita, utópica, irreal...
Para o que já passou que não tem volta, que não vivi
Morreu prematura, enterrada a sete palmos
Antes de sair pela boca e a língua desenhar em sons
As palavras que se foram e murcharam
Como tristes flores de outono sem botões.
MEU VERBO É SENTIR
Sinto porque a fala me falta.
Sinto porque a dor me maltrata.
Sinto porque o instante se esgota.
Sinto por que deixei aberta a porta.
Sinto e sou ilusionista de mim mesma.
Sinto como se a voz estivesse presa.
Sinto que estou num quarto escuro.
Sinto como se estivesse em cima do muro.
Sinto a tristeza se esvair.
Sinto que o amor está bem ali.
Sinto que a felicidade logo vem.
Sinto que a paixão me convém.
Sinto e sei de cor seu final.
Sinto por que sei que o bem vence o mal.
Invisível Presença
Você não existe.
O bom, foi descobrir tua triste inexistência a tempo.
Há tempo de salvar-me da Grande Desilusão.
Sobra-me tempo agora para não pensar em ti.
Em como você é, na sua branca perfeição, que estremeceria todos os cantos e recantos de mim... No interior sombrio da face escondida dos meus sentimentos.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
INFLUXO
Uma incógnita
Um eclipse cor de vermelho
A interrogação que semeia o caos
A febre apressada
A ideia fixa e sufocada.
Um sangue novo
Percorrendo insano,
As veias.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Isca Pescou O Pescador
"Ela o olhou. E viu nele, potencial para ser a isca quase perfeita pra salvá-la de si mesma. Ele cegou quando vislumbrou as luzes dela. E topou. Sem saber que seria, o remédio a base de água, contra uma enfermidade terminal. Mas a vida prega peças e embaralha quebra-cabeças alheios. Ele não sarou-a. Nem de longe foi capaz de preencher-lhe o vazio doente. Mas fez-lhe companhia e deu a ela outras razões pra viver."
A menina e a lua
A menina, que nunca tinha amado, sentia o coração em curto circuito e o peito faiscando pôs-se a olhar a lua. Quem passava e via-a - com os olhos arregalados - não entendia a inusitada cena. Eram como pequenos fogos de artifício que saiam de dentro dela. Ela observava a lua pela primeira vez, e era por ela, olhada de volta. Mas alguém percebeu o que de fato acontecia e disse a outro alguém-passante:" É a paixão que a entorpeceu, a lua é o sol noturno dos apaixonados. "
domingo, 11 de setembro de 2011
FOTOGRAFIA
Traduzir-se num verso
Falar do tempo.
Do vento leve que acarinha.
Sorrir sozinho
Lembrando do próprio rosto,
Quando num instante
Sob o pacto secreto existente entre nós,
Teu olhar gentil me embaraça.
Me paralisa.
Ofusca as luzes do mundo
Ao redor de nós, e eu o capturo.
Como uma câmera com vida própria,
Independente,
Irresistivelmente convocada a admirar.
Amando em silêncio teus olhos,
Teu rosto, teu corpo.
Meus desejos.
Nosso segredo.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
GOTEIRA
Eu sangrava pingo por pingo
Gota por gota
Num equilíbrio perigoso
Eu sangrava pra viver
Me habituei a um
Cíclico fluxo insano
Afogador e vampiresco...
Era só o que eu deixava
Brotar de mim - Dor.
Gota por gota
Num equilíbrio perigoso
Eu sangrava pra viver
Me habituei a um
Cíclico fluxo insano
Afogador e vampiresco...
Era só o que eu deixava
Brotar de mim - Dor.
ESTRADA
Percorro a intensa estrada do fim.
Estrada do início.
Estrada mãe do sopro
Escondido é meu estreito caminho
É imagem cega
Em minhas vistas
Dois globos esfumaçados,
Vivos,
Sôfregos.
Vagam pela claridade
Do meio dia,
Mais ainda no encanto das noites
Esmaecidos no cansaço
Sonham no escuro
Depois da viciante
Estratégia diária
Do vigilante faminto
Speak To Me
/Eu me contorço inteira pra alcançar tua resposta.
Sinais mudos que tento decifrar.
Verbos não claros que derramam reticências por onde passam.
Me arrasto catando-os como cacos de cristais quebrados pelo chão.../
Sinais mudos que tento decifrar.
Verbos não claros que derramam reticências por onde passam.
Me arrasto catando-os como cacos de cristais quebrados pelo chão.../
Desprezado#
*Jardim secreto
Dos meus sonhos esquecidos
Verso lindo
Que ninguém mais quer ouvir
Estrela cadente
Sem pedidos
Som de melodia
Que nada faz sentir.*
Desenlouquecer-se
Pouco a pouco reuni o pó sobre o coração. E com pensamentos higiênicos, soprei a favor da brisa, cada partícula insana. Vascularizadamente ligada a mim. Possessivas, questionavam-me com “porquês” atrás da verdade sequestrada pela tal consciência já semi-falida. Essa tantas vezes, sufocada pela sede instintiva por um amanhecer mais azul ou um anoitecer mais doce. Meus mais belos dias de esquizofrenia acenavam-me um adeus saltitante. Zombavam da seriedade em minha face. Contei minhas lágrimas aos seus pés. Eu te disse: “são só pedacinhos de vidro.” Como é exaustivo enlouquecer! Apertei os cintos, e me guiei numa marcha fria e resoluta. Fechei os olhos para não sonhar acordada. Era preciso. Mesmo assim, àquelas horas contigo, ainda me subornam dias inteiros.
DESEJO-TE
Desejo que o seu próximo amor seja como num filme romântico.
Que não seja nem maior, nem menor que o nosso amor.
Seja apenas diferente...
Com um final feliz.
Desejo que o seu amor dure por pelo menos uma vida inteira.
E que nesse tempo você nunca o conheça completamente.
Pois, o mistério é um dos segredos do amor.
Desejo que a vida lhe seja grata, mas, que você nunca espere demais dela.
Desejo que a vida lhe seja grata, mas, que você nunca espere demais dela.
Existirão sempre frustrações.
Desejo que este amor lhe renda frutos e que eles te devolvam alegria.
Desejo que este amor lhe renda frutos e que eles te devolvam alegria.
Pois, filhos é nossa própria herança pra vida.
E por fim, depois de desejares a ti as melhores coisas...
Asseguro-te que mais tarde dias tranqüilos virão.
E por fim, depois de desejares a ti as melhores coisas...
Asseguro-te que mais tarde dias tranqüilos virão.
A calmaria se fará presente no caminho que terá de traçar sozinho... Até o próximo reinício.
PARA JR
DEPOIS DAS SEIS
Não era noite
Mas escuridão havia
Era cru
Eu via a tudo a olho nu
Mas não, não queria.
Não sabia que tinha morrido,
Um bem amado tão querido
E por Deus enriquecido
De bondade tão sadia
Sensível à vida soube
A muitos cativar
Não queria plantar dor
Somente colher Amor
E este fruto espalhar
Minha saudade não se desfez,
E a repetir a companhia
Chega sempre depois das seis
No entardecer de mais um dia.
PARA MIRTES & RUI
Mas escuridão havia
Era cru
Eu via a tudo a olho nu
Mas não, não queria.
Não sabia que tinha morrido,
Um bem amado tão querido
E por Deus enriquecido
De bondade tão sadia
Sensível à vida soube
A muitos cativar
Não queria plantar dor
Somente colher Amor
E este fruto espalhar
Minha saudade não se desfez,
E a repetir a companhia
Chega sempre depois das seis
No entardecer de mais um dia.
PARA MIRTES & RUI
CULPADA?
Eu nunca quis estar aqui. Eu nunca soube nem como chegar aqui. Nesse caminho torto que eu segui. Eu me perdi do verdadeiro sentido de vida. Eu parti para o rumo errado. Andei pelo caminho comum, pra chegar ao lugar comum. E me instalar, no mesmo lugar. Parti sem saber onde iria chegar. Eu nem sabia como aqui era. Eu só não queria estar. Talvez um dia eu soubesse do verdadeiro destino, e ele não era feito de cores frias como este que encontrei. Mas um colorido vibrante de cores vivas! Foi sempre um mistério. Eu cuspindo o que havia dentro de mim com ajuda de uma caneta em mãos. Fiz isso pra encontrar sentidos. O sentido exato. O meu sentido certo. Essas vielas clandestinas me confundem, só sei que devo andar. Porque caminhar é viver. E não posso parar a vida. Elas me perseguem com seus olhos questionadores. Trazendo-me exaustão, me tragando o “sopro”. “Eu caí de algum lugar”, me convenço. “Sou culpada de algo. Só não sei ainda o que é.” Então lembro-me de que, eu nunca quis aqui estar.
Coração
Calma coração apertado,
Você vai se afrouxar.
E os espinhos que te ferem,
Você vai retirar.
Calma coração apertado,
Não tenha pressa.
Vou te acudir.
Basta ser um pouco paciente
E saber aonde ir.
Insista coração,
Não desista assim tão fácil.
Entenda e surpreenda,
Nosso tempo é nosso espaço.
Fique firme meu coração,
Afinal, sangrar purifica.
Tenha fé em si mesmo,
Só permanece quem acredita.
Sonhe coração,
É toda tua a liberdade.
Espanta coração,
Toda tristeza que te invade.
Reclama meu coração,
Os teus direitos são somente teus.
E aceite de uma vez,
Os teus desejos serão os meus.
Contatos*
...Esses olhares de quem são? Aquele encontro, como aconteceu? foi um tremendo susto, eu sei. Tanto pra você quanto pra mim. Porque teve de começar assim?...Encontro-aborto, morreu antes de nascer. Você ta me tirando o sono, o pensamento, o tempo, até mesmo a sanidade. Não. Isso não é aquele desvario doentio que contamina e não ouso dizer o nome. São só suspeitas. Olhares de esguio. Passos vacilantes. Proximidade-imã. Dois pensamentos que suspeitam e sabem do outro. Conhecidências. Somente, conhecidências. Eu poderia saber sobre tudo, mas só me interessa uma coisa........ quem é ...VOCÊ?
Lugar Doce
Eu te guardarei num lugarzinho doce.
Como uma caixa de bombons,
Dentro de mim.
E pra chegar até você,
Atravessarei uma pequena ponte
Que me levará
Da censurada razão minha
Até o insensato coração que possuo
E nessas vagarosas visitas até você
Eu sentirei na boca o gosto bom
Que um antigo amor tem.
Para Jr
Para Jr
Caminho
Desejando tudo
Esperando o nada
Vivendo tudo
Esquecendo nada
Apaixonando em tudo
Amando nada
Relembrando mudo
Palavras pesadas
Machucando fundo
Sem intenção de nada
Sonhando no escuro
Com figurinhas premiadas
Conhecendo o mundo
Aprendendo a estrada
Breu
Na maioria das vezes sinto-me como
O Poeta com cegueira.
Somente tateando palavras sem realmente tocá-las,
Somente tateando palavras sem realmente tocá-las,
Para então servi-las num prato para o bom proveito de quem lê.
AREIAS...
Ao som de uma leve música, o meu espírito aumenta de peso e passa a se arrastar dentro de mim, puxando meu corpo, preso a ele. Na falha tentativa de flutuar... Afundando meu corpo físico em alguma areia movediça pelo caminho. Letárgica, sobrevivo num quase sono com um tanto de imobilidade e fraqueza, presa numa de lama grudenta e mórbida.
RÉU
Noite passada, murchei em flor. Só meus braços vazios acolheram meus ais. Eu quis lábios e abraços de graça. Aquele anjo disfarçado de gente que vi, bem que poderia ter-me salvado da encruzilhada de medos. Deseje-o como a uma miragem. Projetei seu rosto e sentimentos. Teria me livrado da ânsia da espera costumaz. Espera voluntária em minha vida. Eu sofro a dor de ter sido e ser, ser quem se é, e ter sido o que o coração quer. Cheguei num planeta confuso. Aqui lágrimas são invisíveis e semblantes tristes significam na verdade euforia. Mas não a euforia do meu mundo e sim um desaforo desesperado. Eu me entupi de mim pra não me trair. Segurei nas mãos do falso anjo que inventei. Deixei-o velar meu sono. Mas no deserto de sonhos bons, a realidade te assusta. Meu anjo virou poeira, deixando a brisa noturna levá-lo. O sol então sorriu, mergulhei a face em águas antigas de mim. Elas contam minha história na linguagem dos olhares.
AQUELE RIO
Cansei de ser forte quando fraco sou!
Estou farto e isso me basta.
Engano meu!
Fico louca por desistir.
Desistir, é ato não realizado de mim.
Acostumada a isto vivo...
E ser de ferro é meu dever!
Dois lados da moeda existem.
E num deles hei de estar!
No mais triste e sujo lado resido.
Num caminho sem companhia...
Ando a pé sem carona
Sola gasta, contando pedrinhas beira-estrada.
Ouço um rio dizer que está perto.
Sigo sem pensar, é pra lá que vou!
Dores passageiras...
Chagas contínuas em mim
Canto canções sem fim...
Desgosto em paz e relevo.
O cheiro do Amor é breve.
Ele engana os sentidos meus...
De volta a estrada sei que estou!
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