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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

DEPOIS DAS SEIS


                                                                                          
Não era noite
Mas escuridão havia
Era cru
Eu via a tudo a olho nu
Mas não, não queria.



Não sabia que tinha morrido,
Um bem amado tão querido
E por Deus enriquecido
De bondade tão sadia



Sensível à vida soube
A muitos cativar
Não queria plantar dor
Somente colher Amor
E este fruto espalhar



Minha saudade não se desfez,
E a repetir a companhia
Chega sempre depois das seis
No entardecer de mais um dia.





PARA  MIRTES & RUI

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