Eu nunca quis estar aqui. Eu nunca soube nem como chegar aqui. Nesse caminho torto que eu segui. Eu me perdi do verdadeiro sentido de vida. Eu parti para o rumo errado. Andei pelo caminho comum, pra chegar ao lugar comum. E me instalar, no mesmo lugar. Parti sem saber onde iria chegar. Eu nem sabia como aqui era. Eu só não queria estar. Talvez um dia eu soubesse do verdadeiro destino, e ele não era feito de cores frias como este que encontrei. Mas um colorido vibrante de cores vivas! Foi sempre um mistério. Eu cuspindo o que havia dentro de mim com ajuda de uma caneta em mãos. Fiz isso pra encontrar sentidos. O sentido exato. O meu sentido certo. Essas vielas clandestinas me confundem, só sei que devo andar. Porque caminhar é viver. E não posso parar a vida. Elas me perseguem com seus olhos questionadores. Trazendo-me exaustão, me tragando o “sopro”. “Eu caí de algum lugar”, me convenço. “Sou culpada de algo. Só não sei ainda o que é.” Então lembro-me de que, eu nunca quis aqui estar.

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