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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CULPADA?

Eu nunca quis estar aqui. Eu nunca soube nem como chegar aqui. Nesse caminho torto que eu segui. Eu me perdi do verdadeiro sentido de vida. Eu parti para o rumo errado. Andei pelo caminho comum, pra chegar ao lugar comum. E me instalar, no mesmo lugar. Parti sem saber onde iria chegar. Eu nem sabia como aqui era. Eu só não queria estar. Talvez um dia eu soubesse do verdadeiro destino, e ele não era feito de cores frias como este que encontrei. Mas um colorido vibrante de cores vivas! Foi sempre um mistério. Eu cuspindo o que havia dentro de mim com ajuda de uma caneta em mãos. Fiz isso pra encontrar sentidos. O sentido exato. O meu sentido certo. Essas vielas clandestinas me confundem, só sei que devo andar. Porque caminhar é viver. E não posso parar a vida. Elas me perseguem com seus olhos questionadores. Trazendo-me exaustão, me tragando o “sopro”. “Eu caí de algum lugar”, me convenço. “Sou culpada de algo. Só não sei ainda  o que é.” Então lembro-me de que, eu nunca quis aqui estar.

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