Aqui é mais um lar das letras como tantos outros...Mesmo assim é meu lugar prefiro no mundo. Aqui é a alma que fala.
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sábado, 26 de novembro de 2011
Pensamentos#
Tem dias em que cada agulha dói uma dor diferente. Assim como a farpa que faz chorar o dedo. Assim como a faca que faz rasgar a carne. Palavras envenadas atingem desgovergadas a porta dos sentimentos e plantam satisfeitas, suas filhas aleijadas. Tem dias que o mais duro cubo de gelo esmaece fácil como chuva fina assassina de pensamentos sonoros com gosto de ferro queimado na boca. Tem dias...*
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Fim de um Mundo num dia só
Ao fim dos barulhos, o silêncio me avisou que eu poderia me reerguer. Fugi do escuro. Levantei-me dos escombros. Sacudi a poeira. Deixei que a destruição falasse por mim, melhor maneira não havia; falávamos a mesma língua. Cumpriu sua parte, traduziu-me por completo. Esperei que todas as palavras do mundo viessem, seriam todas necessárias pra explicar tudo que faltava em mim naquele instante. Era maior do que "um grande vazio", buracos de ozônio seriam simples cratéras comparados. O peito pesava toneladas e a vontade chorosa me arranhava a garganta, mas não adiantava gritar. Eu não mais possuía este veículo. Eu não sabia mais o que era "falar". Qualquer linguagem falada seria inútil se meu chão já não existisse. Eu era um navio sem âncora, sem porto. Minhas janelas para a alma não tinham vida, tudo era lentidão. Minhas mãos e pés dormentes. Dor em excesso entorpece.
Izabel Andrade
Izabel Andrade
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